Não há lembranças, nem mesmo remotas, da última vez que Neymar foi notícia por um belo jogo ou por um pelo gol. Nem aqui pela Seleção da CBF, nem na França, pelo PSG.

Nas três últimas vezes que foi destaque estava bem longe do campo: duas por abuso sexual e, agora, porque afirmou que no Catar jogará a sua última Copa do Mundo, “por não ter cabeça para aguentar mais o futebol”.

Como explicar que um atleta jovem (29 anos) com atributos técnicos pouco comuns, com uma fortuna que só o pai sabe do tamanho, joga no PSG com um salário de R$ 5 milhões mensais, não tem a mínima capacidade emocional para se submeter à pressão por vitórias, às criticas ou à marcação cerrada do zagueiro?

Então, o caso de Neymar, torna-se um tema palpitante para ser debatido nas faculdades que tratam da alma e da cabeça humana.

Talvez, a lição do notável professor de futebol Renê Simões há 7 anos, que “estão criando um monstro”, deveria ter sido levada mais a sério pela família e pelos clubes por onde passou - Santos, Barcelona, PSG e a própria CBF.

Renê Simões relembra polêmica do "monstro" com Neymar

Só uma péssima orientação pessoal por não combater essa fragilidade emocional, que lhe reduz a noção do certo e do errado, é que explica que um craque aos 29 anos já não tenha mais “cabeça” para jogar.

É possível que Neymar, assim, pratique o último erro da sua vida pensando que a fortuna é capaz de esconder um fracasso.

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