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Namur entrega o Coritiba na lanterna. E se for reeleito?

Samir Namur tenta a reeleição na próxima terça-feira (29).
Samir Namur tenta a reeleição na próxima terça-feira (29).| Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDois Esportes
  • PorAugusto Maufz
  • 27/12/2020 12:04

O Coritiba até que jogou bem no Mineirão. No primeiro tempo, bem organizado por Pachequinho, forjou um surpreendido equilíbrio. Até criou e perdeu chances de gol. Mas, aí, dominado pela qualidade do Galo, perdeu o jogo: 2x0, e terminou a rodada na lanterna.

Vendo o Coritiba perder jogando bem, lembrei do lendário goleador Gary Lineker, diante de mais uma derrota da Inglaterra para a Alemanha: "O futebol é um esporte jogado por 11 contra 11 e no qual a Alemanha sempre ganha".

Por essas bandas, o futebol é um esporte jogado por 11 contra 11 e no qual o Coritiba sempre perde.

Torcedores do Coritiba não podem esquecer da gestão Namur

Na terça-feira (29), o clube irá eleger o seu novo presidente em uma eleição carregada por um simbolismo triste, forte e definitivo de um tempo: se não bastasse a influência patológica da Covid-19, que ambienta o fato, os sócios irão escolher o futuro presidente de um clube já marcado para ser rebaixado e, nesse momento, como lanterna.

É uma triste sugestão, mas, aquele que tem orgulho do verde e branco deveria jogar as suas últimas partidas no Brasileirão com uma camisa de cor preta. Seria o preto do luto, o ferrete para marcar o seu torturante calvário a que foi submetido pelo roteiro criado, produzido e executado por Samir Namur, Paulo Roberto Baggio Pereira, Jorge Durão, Eduardo Bastos de Barros e Aníbal de Paulo Mesquita Junior.

É preciso marcar um símbolo, porque amanhã ou depois pode ser legislado o direito ao esquecimento. E de Samir e o seu G5, os coxas não podem esquecer, sob pena de repeti-los um dia, diante da influência da arquibancada em seus estatutos.

Escrevo com a certeza de que na próxima terça, embora candidato, será o último dia de Samir Namur. A sua administração foi tão lesiva que os coxas deveriam adotar a linha de Carlos Lacerda, o “Corvo”, quando discursou contra Getúlio Vargas: “Não pode ser candidato. Se for, não pode ser eleito. Se eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”.

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