O Coritiba tem uma única faceta: a dependência ao técnico Morínigo. No futebol atual de qualidade técnica rara, esse fato não é defeito, é virtude.

A sua influência é tão grande que consegue penetrar no espírito dos jogadores ao ponto de convencê-los de que uma derrota para o Atlético-MG, em Belo Horizonte, por 2 a 0, não é, ainda, um jogo perdido. Só, assim, explica, o empate do Coxa por 2 a 2 com o campeão brasileiro.

Embora sendo virtude a dependência de um treinador, há que ter reservas.

Morínigo é capaz de muita coisa, mas não de tudo.

Há muita coisa que Igor Paixão anda resolvendo por conta própria. Compensando as falhas da zaga por falta de qualidade técnica. E haverá um momento em que os espaços por onde Jesus estarão bloqueados.

Bem pensado, o Coritiba, também, é dependente de Igor Paixão. Essa é uma virtude maior do que ser dependente do treinador.

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