A nova geração de torcedores não tem e nunca terá a cultura de incentivar a formação de ídolos no futebol brasileiro. Não por ser indiferente, mas por não haver tempo de tê-los. Ao contrário do passado, a vida útil de um jogador com tendência de ser ídolo histórico é muito curta no futebol brasileiro.

Quando está se formando o ídolo, circunstâncias intervém e levam-no embora. A única e, por isso, definitiva, é o dinheiro. A rede de interesses que se forma entre jogador, empresário e o clube, é mais forte do que qualquer sentimento.

De Igor Paixão não se exalta tanto as suas virtudes a favor dos resultados técnicos para o Coritiba, mas o dinheiro que trará para o clube. Afinal, quanto vale Igor Paixão?

O valor de contrato no futebol brasileiro é ficção. Ele só serve para proteger o clube contra as intenções do mercado que, em regra, não adotam a ética como referência. O valor de Igor, como de qualquer outra grande revelação, é determinado pela vontade do jogador. A resistência do clube é minada quando as propostas milionárias cortam o caminho e chegam primeiro ao jogador.

No caso de Paixão, não entendi a qual do contrato ser renovado apenas até dezembro de 2024. Pela qualidade do jovem e sendo atacante, o que imprime mais valor de mercado, até dezembro de 2024 são poucas madrugadas.

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