Com Alexandre Mattos, o Athletico corre risco de perder Autuori e Ricardo Gomes, foi a previsão que fiz na coluna de 21/1/2022.

Lá está escrito: “Mais grave que contratar Mattos é perder Autuori e Ricardo Gomes. A gravidade está no contraste de conduta pessoal e profissional. Enquanto Mattos é a pior espécie de gerente de futebol, Autuori e Ricardo Gomes são referências de condutas profissionais”.

Eu não apostei no fato. Eu previ o fato. É que eu conheço a alma do Athletico e das pessoas que o habitam. Não preciso de linha direta e nem informantes no CT do Caju.

Dezessete dias depois, eis o fato já anunciado: Paulo Autuori e Ricardo Gomes pediram demissão.

Embora Autuori e Gomes não se sentissem confortáveis no mesmo ambiente de Mattos, esse só foi um dos motivos. O início do desgaste da relação Autuori e Petraglia começou com a vinda de Alberto Valentim, um treinador ligado a empresários. É braço direito de Paulo Pitombeira por causa dos negócios no Egito.

Foi Mattos que impôs a contratação do meia Marlos, que Petraglia havia afirmado “não se enquadrar no jogo do nosso time”.

O copo de Autuori já estava cheio quando, no último domingo, Petraglia determinou a demissão do treinador James Freitas. Em outra situação, se o seu copo não estivesse cheio, Autuori tomaria essa decisão. Como Petraglia estava para explodir, determinou que James Freitas fosse demitido do comando dos aspirantes. Se ainda não foi, o será.

A independência absoluta de Paulo Autuori e Ricardo Gomes no comando do futebol estava irritando todos os segmentos do Athletico. São honestos demais, éticos demais.

Bem resumido, a notável comissão técnica que Petraglia anunciou ser aquela que levaria o Furacão a ser “Campeão do Mundo”, virou pó. Restaram Alberto Valentim e Alexandre Mattos que jogam o jogo que se manda jogar.

Mas, o pior pode estar para acontecer. Tem data marcada e assunto: Arena da Baixada, dia 21 de fevereiro de 2022.

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