Na Vila Belmiro, até que o Coritiba fazia um bom jogo. Equilibrado a partir de Andrey, tinha momentos que submetia o Santos ao seu domínio. Mas, diz a literatura boleira, um jogo se resolve por detalhes. E o detalhe decisivo na Vila era contra o Coritiba. E era Henrique, o melhor zagueiro do Coritiba.

Às 11h da manhã, parecendo ainda com sono, avançado permitiu que Ângelo lançasse Léo Baptistão, que tabelou com Marcos Leonardo. que venceu o goleiro Muralha. Como se já previsse o gol, o Coritiba não seu perturbou. Com a mesma conduta equilibrada, avançou Andrey, que foi derrubado na área por Zanocelo. 25 minutos: Léo Gamalho, de pênalti.

A partir daí, o Coritiba se desordenou. O Santos não só passou a dominar como passou a buscar o detalhe decisivo: Henrique. A bola que Lucas Pires chutou, aos 32 minutos, tinha a direção de Muralha, mas Henrique, parecendo um juvenil que não sabe a noção de campo, não viu nada. Desviando a bola contra o seu gol, fez o que o Santos tinha dificuldade para fazer: 2x1.

Quando se esperava o Coritiba da etapa inicial, o treinador Morínigo interviu. E, aí, ele passou a concorrer como detalhe ao trocar Thonny Anderson por Robinho, tirando a velocidade do time.

Lento, passou a ser dominado pelos meninos da Vila. Só não sofreu o terceiro gol porque, aos 32 minutos, Muralha foi soberbo.

No final deve ter ficado para a torcida coxa a sensação de que era possível vencer um Santos jovem e inexperiente.

Participe da conversa!
0