Por ser uma metáfora da vida, o futebol provoca coisas contraditórias que nem por isso, deixam de ser extraordinárias.

O gaúcho Léo Gamalho é um clássico exemplo.

Em linguagem mais próxima da literal do que figurada, é possível afirmar que nasceu fazendo gols. E essa natureza educou-o para ser artilheiro. E, aí, surge o extraordinário: Léo Gamalho é uma espécie nascida para tirar clubes do pronto socorro, como faz com o Coritiba com os gols às pencas, que continua marca. Daí a imagem enganosa que se criou foi a de que é goleador para resolver situações emergenciais, como são todos os da Segundona.

Qual o fato que explica que Léo Gamalho, tendo uma das memórias mais notáveis de conhecedor da área adversária, não tenha conquistados marcas em um clube de ponta do futebol brasileiro?

Há jogadores na história que se tornam verdadeiros “fenômenos” no exercício da profissão. Sem comparações por ter sido craque que Léo não é, lembro do saudoso Assis. A sua técnica e a sua inteligência só foram descobertas e exploradas quando batia nos 29 anos, por Geraldinho, no Furacão de 1982. Era tão portentoso que precisou apenas jogar três anos (1983 a 1985) para ser um dos maiores ídolos da história do Fluminense.

Há jogadores que o futebol não explica.

Acabam sendo “fenômenos”.

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