Como uma representação das coisas da vida, o futebol mais cedo ou mais tarde se autocorrige, toma o rumo certo e faz justiça. A história andava em dívida com Mario Celso Petraglia.

Em 2001, o Athletico foi campeão do Brasil, mas Petraglia não estava lá: o presidente era Marcus Coelho. Em 2018, o Athletico foi campeão continental (Sul Americana), mas Petraglia não estava lá: o presidente era Luiz Sallim Emed.

Em 2019, o Athletico foi campeão da Copa do Brasil, mas Petraglia não estava lá: o presidente era Luiz Sallim Emed. Ao contrário, enquanto o Furacão era consagrado no Beira-Rio, em um hospital, jogava o seu principal jogo, o da vida.

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Por tudo o que Petraglia fez, a história resolveu tirar um peso da consciência e pagar a dívida. No místico Centenário, em Montevidéu, o Athletico ganhou do Bragantino por 1 x 0 e conquistou o bicampeonato da Sul-Americana. Como se fosse uma escrita bíblica, estava escrito e assim se fez: Mario Celso Petraglia, estava lá, agora, como presidente do Furacão.

A essência dessa conquista, afirmo, não está só no passado, mas presente. O Athletico, no futebol brasileiro, será o único a continuar vivendo sem sequelas provocadas pela pandemia, em razão da sua administração.

O jogo do Centenário começou e terminou aos 29’ do primeiro tempo. Foi nesse exato momento que Pedro Henrique virou o jogo para esquerda e fez a bola chegar em Terans. O uruguaio, em velocidade, cruzou forte.

A bola rebatida para alto pelo goleiro Cleiton foi encontrar Nikão que, com um voleio espetacular, chutou no canto direito fazendo o gol do título. Duelo que foi jogado num ambiente previsível: o Bragantino, sem ambição e soberbo, querendo impor uma supremacia técnica que não tem, acabou sendo monótono.

Ao contrário, sendo leal ao cântico de que a “camisa rubro-negra só se veste por amor”, o Furacão jogando com humildade, manteve a sua armadura tática. Prevalecendo os sistemas de defesa e marcação, ganhou sem nenhum trauma, não deixando nem mesmo a ilusão para o milionário RB Bragantino.

Nikão deixou de ser um craque.
Saiu do Centenário eleito predestinado.
Essa coluna é uma homenagem a Paulo Autuori.

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