O Furacão desses dias é um tema complexo. É menos arriscado apostar em uma vitória sobre o poderoso Peñarol, na Sul-Americana, do que em qualquer jogo no Brasileirão. A base desse fato não se limita à supremacia dos times brasileiros na América do Sul. Talvez, a explicação mais razoável seja a adaptação do Athletico a esses torneios de critério eliminatório.

Quando a solução é em duas partidas, a sua conduta é metódica, estudada e, às vezes, até humilde consciente de que o brilho técnico eventual não é a solução. Bem por isso, classificou-se com sobras para jogar contra o Peñarol, pela Sul-Americana, e contra o Flamengo, pela Copa do Brasil.

E, em jogo como esse contra o Peñarol, a presença de Paulo Autuori no comando técnico é fundamental. Como ele, poucos sabem ordenar um time para jogar esses torneios cuja solução é imediata. A vitória em Santos é o exemplo mais recente deste fato.

E não tem nada de ordem extraordinária. Na hora de jogar bonito ou ser moderno. É o conservadorismo puro do sistema com três zagueiros (Heleno, Pedro Henrique e Zé Ivaldo), um lateral preso (Marcinho) e o meio recheado de jogadores (Richard, Christian, Terans e Nikão) assumindo todas as funções.

Estou apostando no Athletico contra o Peñarol. Sem ser egoísta, já queria apostar, também, contra o Grêmio, o próximo do Brasileirão. Com otimismo e pessimismo se revezando, já não sei qual é o mais importante.

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