Provocado pela repórter Nadja Mauad (em grande fase, aliás), na RPC, o presidente Renato Follador, do Coritiba, afirmou: “Sou contra a cultura de mudar o técnico de três em três meses. Temos que aprender a conviver com a derrota. Se for o caso, Morinigo fica até o final do ano”.

A oração de Follador parece ser daquele está tomando o café da manhã com os filhos, contando um sonho da noite anterior.

Com o convencimento com que falou para Nadja, para os ingênuos soou como messiânico. Para a arquibancada, cansada de derrotas e rebaixamentos, a parte que diz que “precisamos aprender a conviver com a derrota” é assustadora.

Não conheço Follador, mas, parece que anda muito convencido de si próprio. Não quero fazer um juízo imediato do presidente, mas, as suas manifestações relevam um entusiasmo infantil. Se for adulto, então, é soberba.

História de Petraglia e Diniz no Athletico talvez ajude Follador

Vou contar-lhe uma historinha que, talvez o ajude: certo dia, com o Athletico na lanterna do Brasileirão, Mario Celso Petraglia falou e escreveu: “Fernando Diniz fica no Athletico. Se for para a Segundona, fica também. Vou com ele. Se tiver que sair, saio junto”.

No dia seguinte, o Furacão perdeu para o Botafogo e, sob a pressão da torcida, Petraglia não só demitiu Diniz, como o mandou para bem longe da Baixada.

Com toda a família, Diniz foi estudar na Inglaterra. E, Mario Celso Petraglia, que já era presidente, CEO e dono do Athletico, não suportando a pressão, pediu licença dos cargos por um mês.

Seria um tormento para a torcida coxa que essa frase, “precisamos aprender a conviver com a derrota”, se torne o símbolo da era Follador. Seria mais forte do que o pênalti perdido por Sabino contra o Botafogo (1x2), símbolo da era Namur.

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