Na Baixada, o Athletico vai jogar contra o líder São Paulo, treinado por Fernando Diniz, que foi o responsável por uma das suas maiores crises recentes. Se há um rival nacional do Furacão é o São Paulo, por antigas desavenças dentro e fora de campo.

Será um grande jogo.

O futebol, por viver de vitória não sobrevive a teorias que quando lembram fracassos, acabam se transformando em hipóteses. No entanto, há hipóteses que podem ser atualizadas para que algumas questões atuais possam ser enfrentadas.

Se não fosse a prensa que Mario Celso Petraglia recebeu da torcida para demitir Fernando Diniz, o Athletico seria rebaixado em 2018? Os números da época sugeriam que sim.

A verdade é que com Tiago Nunes, num estalar de dedos, o Furacão saiu da rabeira do Brasileirão para ganhar uma vaga na Libertadores, ganhar a Sul-Americana e depois a Copa do Brasil.

Já afirmei que entre Athletico e Tiago Nunes há coisas que um dia terão que ser resolvidas. A dissensão entre os dois foi ruim para o clube, que perdeu o único que teria capacidade de fazer a reformulação exigida pelo desmonte do time campeão, e para o técnico que, ainda, sem afirmação profissional, apostou em um Corinthians em crise financeira e política.

Fernando Diniz está mais maduro após saída do Athletico

A questão que proponho aos atleticanos é a seguinte: considerando que Paulo Autuori está se despedindo, outra vez, da função de treinador e, por isso, o Furacão terá que contratar um outro, Fernando Diniz poderia ser esse outro?

Para responder é necessário lembrar que os profissionais no futebol, para bem ou para o mal, sofrem influências diárias. Aqueles que tem atributos pessoais valiosos, como parece ter Fernando Diniz (não o conheço pessoalmente) são capazes de ganhar a exata consciência dos seus limites, enfrentá-los e ultrapassá-los.

Embora, ainda, Diniz não tenha o controle de algumas emoções, não há que se negar que evoluiu como treinador. A liderança do São Paulo não é resultado do acaso. É consequência da conciliação do o amadurecimento do técnico com as características dos jogadores. Com um time sem estrela ou estrelismo (Daniel Alves passou a ser comum), o São Paulo, em média, mais encanta do que decepciona.

O Diniz que volta à Baixada não é aquele que praticava excessos sob a bandeira da inovação. As suas ideias modernas foram disciplinas por convenções táticas que sobrevivem com o tempo.

Se perder o título, Diniz será demitido do São Paulo.

O Athletico lhe cairia bem para não interromper a carreira?

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