No Couto Pereira, pela Segundona, Coritiba 1x1CRB.

Termino de ver o jogo carregando uma dúvida, que é a seguinte: se os jogadores coxas, em razão do atraso de salário, não tivessem se negado a concentrar, teriam jogado mais do que jogaram nesse empate com o CRB?

Não sou daqueles de criar fantasmas para provocar sustos em quem anda em paz. E digo mais: em tese, não sou daqueles de tratar a reunião em concentração como elemento essencial para ganhar uma partida.

No entanto, há que ter uma explicação para, sem trocadilho, o desconcentrado Coritiba que se submeteu ao domínio imposto pelo sofrível time de Maceió.

Já vou dando a minha resposta. Uma coisa é não concentrar por decisão técnica; a outra, é não fazê-lo por protesto. Aquela divide a responsabilidade com o clube; essa, transfere-a só para os jogadores.  No caso, os jogadores criaram um ambiente adverso e não souberam absorvê-lo.

O gol de Igor Paixão deveria ser dissociado de todo o jogo para marcar a jogada de Gamalho. Aos 26, em um palmo de campo da área, Gamalho driblou dois alagoanos e deu de bandeja para Igor marcar.

E, a partir daí, apareceu o verdadeiro Coritiba do jogo: desorganizado, desorientado, nervoso e desconcentrado, só não sofreu o empate na etapa inicial em razão da excelência de Wilson.

Sem Willian Farias, o influencer do Couto, com Matheus Sales, o Coritiba voltou, ainda, mais exposto. Como consequência, o lateral Natanael foi obrigado a parar um contra-ataque com falta, sendo expulso.

Com dez, mesmo com Rafinha, o Coritiba se entregou aos alagoanos que empataram aos 37 com o gol de Nicolas Careca. Até o técnico Morínigo perdeu a fleuma paraguaia, e perturbado foi expulso.

Bem pensado, o empate acabou sendo de bom tamanho para o Coritiba.

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