À essa altura da temporada, os jogos não autorizam escolher prioridades. Esse do Athletico contra o Ceará, na Baixada, indica elementos essenciais: a vitória, de imediato, terá como consequência a redução a zero a ameaça de rebaixamento; e, em paralelo, a sua inclusão entre aqueles que têm como objetivo a Libertadores através do Brasileirão.

Por entender de que a primeira hipótese já é remota, a vitória torna-se mais importante pela segunda consequência. É, que, embora seja o favorito em Montevidéu, por ter mais recursos de decisão que o Bragantino, apostar a vaga da Libertadores de 2022 em um único jogo, deve ser evitado.

Em teoria, vencer o Ceará, na Baixada, até um tempo atrás, estaria mais no âmbito do provável do que do possível. Aquele está mais para realizado do que esse. Ocorre que o Furacão anda de mal com a Baixada: por assumir a obrigação de atacar, não soube fazê-lo perdendo para os sofríveis Santos, Bahia e Fluminense, sem marcar um único gol.

E, contra o Ceará, as coisas precisam ser bem projetadas. O Vozão é um time de cobras criadas. E é dirigido pelo histórico Tiago Nunes, cuja marca como treinador, pelos títulos da Sul-Americana (2018) e da Copa do Brasil (2019) está eternizada em cada pedaço de cimento da Baixada. E, a criatura, às vezes, quer provar que aprendeu bem com o criador.

Participe da conversa!
0