Houve uma época em que era comum cartolas e profissionais suporem um erro de arbitragem para usá-lo como justificativa para a derrota do seu time. Era até razoável, por ser uma época em que existia idealismo. No futebol atual, que afastou o amadorismo por conta de milhões, é censurável o uso desse argumento.

O Santos justificou a derrota para o Coritiba (1x0) pela Copa do Brasil, porque houve pênalti de Alef Manga em Madson e o juiz não marcou. Há controvérsias. Entendo que o pênalti existiu. No entanto, diante das circunstâncias, quem deveria sair reclamando do resultado era o Coritiba. Do goleiro santista, João Paulo.

Jogando ordenado, compacto e em velocidade, fez a sua melhor partida nesse 2022. Foi tão brilhante e tão superior, que a vitória de 1 a 0 acabou sendo simples demais. Antes do gol de Alef Manga, aos 23 minutos, João Paulo já intervia como o melhor em campo evitando gols de Clayton, Guilherme Biro e Régis.

O Coxa não teve nenhuma variação. E aí aponta-se a sua grande virtude. Apesar do domínio intenso e, em especial, do gol de Manga, manteve a mesma conduta intensa e objetiva, imobilizando o Santos.

Nem sempre o torcedor é egoísta quando reclama de uma vitória “só por 1 a 0”. Mas pelo que viu o time jogar no Couto, não é egoísmo “lamentar” o 1 a 0. João Paulo: Deve ser o goleiro do Brasil na Copa de 2026.

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