Brasileirão, Couto Pereira: Coritiba 1x1 São Paulo. O empate acabou sendo uma boa solução que o Coxa encontrou para compensar o péssimo primeiro tempo. Nesse período foi superficial. Estático, submeteu-se ao domínio do São Paulo.

Achatado, permitiu que a primeira bola que foi na sua área, aos três minutos, alcançasse Calleri. De carrinho, marcou, São Paulo 1x0. Se não sofreu mais gols foi porque o São Paulo não sabe o que fazer quando ataca, e porque Muralha fez duas grandes defesas nas finalizações de Luciano.

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Enquanto o técnico Gustavo Morínigo enxergava todos os defeitos do Coxa e corrigia, Rogério Ceni supervalorizava as poucas virtudes paulistas. Foi natural, então, que o Coritiba, deixando de ser um time monótono e previsível, voltou com atitudes enérgicas.

Com Robinho, teve a bola no meio, e com Clayton, teve mais velocidade para ir ao ataque. Com Alef Manga, finalizando bola que veio no rebote, aos 16 minutos empatou. Até fazer o seu gol, o Coxa adotava um esquema que para os dias de hoje é inusitado: 4-2-4. Se não foi constrangido pelo vazio do seu meio-campo foi porque o treinador Ceni não entendeu o que se passava.

Depois do empate, o Coritiba voltou a ser pressionado. Com Patrick e Wellington pela esquerda, passou a criar chances que eram absorvidas pelas defesas de Muralha ou pela cabeça de Henrique e Castán. Uma ou outra jogada em contra-ataque com Igor Paixão, marcado no “pau”, foi o que lhe restou, sem nenhuma consequência. Quando Neílton se torna uma alternativa é sinal que as coisas atingiram o limite.

Quando falta qualidade em campo, o jogo é resolvido pela exaustão física. No fim, Henrique se jogou no gramado, “mortinho”. Recuperando-se dos erros recentes, ao lado de Muralha, foi o melhor em campo.

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