Pela segunda fase da Copa do Brasil, em Joinville: Coritiba 3x2 Operário.

Foi um jogo que, às vezes, parecia de dois times ligados na tomada tamanha a eletricidade. Nos dois a dois, parecia dar choque.

Foi um jogo provocante pela disputa de espaços com o corpo, emotivo pela alternância do placar, e jogo inesperado por serem dois times da segunda divisão nacional. O resumo desse ambiente foi o gol de Luiz Henrique, aos 91 minutos, quando Wilson já estava trocando as luvas para os pênaltis.

O Coritiba ganhou o certificado para continuar jogando a Copa do Brasil, é verdade. Mas foi um certificado expedido, também, com a assinatura do árbitro.

A bola que saiu da cabeça de Léo Gamalho, apanhada pelo goleiro Simão, não passou da linha. Não se pode dissociar a vitória com esse benefício externo. E quando um erro da arbitragem concorre para a solução do jogo jogado em condição de igualdade, e, em especial, sendo ele decisivo, a vitória e a sua consequência entram no âmbito da dúvida.

Sem esse gol irregular, o Coritiba poderia alcançar o objetivo. Embora fosse submetido ao domínio do Fantasma na etapa final, era mais incisivo nas jogadas de ataque. Se não ganhasse com bola rolando, poderia ganhar nos pênaltis, especialidade do goleiro Wilson. Mas ganhou por linha torta, traçada pelo arbitro.

A forma de se classificar pode ser desprezada pela torcida. A consequência é que importa, prega. Não pode é ser ignorada pelo comando do futebol, porque o time continua em um processo estático, sem evolução. E logo, a Segundona vai começar. Já acostumado, o Coxa sabe que não basta só emoção, força e exaustão. É preciso ter o mínimo de qualidade.

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