Na Série B de 2019, Coritiba bateu na média de 22 mil torcedores por jogo. Não obstante o valor do ingresso ser subsidiado, a média teve como significado a força popular do clube. Esse é um dos argumentos para se usar o velho clichê para um grande clube: o lugar dos coxas não é a Segundona.  No entanto, hoje, é o seu justo lugar. Só pelas ações dos coxas, do que pela vontade do sistema.

Uma das consequências do fracasso de um grande clube é ter que se submeter à ironia de arquibancada. Uma delas, que parece ter a natureza de desprezo, é uma realidade. Ter que jogar em um lugar distante, longe de tudo e de todos, contra um time de terceira, acusa-se que qualquer lugar é próximo.

Rondonópolis fica a 1.511km de Curitiba. Chegar lá é uma aventura. Cansa e derruba o corpo. Nessa época de pandemia, quase falece a alma. No entanto, para quem precisa voltar a viver, como o Coritiba, não há distância. Bem por isso, Rondonópolis é logo ali.

Coritiba é favorito em Rondonópolis, já teve exemplo no passado

Para avançar na Copa do Brasil e ganhar um bom dinheiro, basta o Coritiba não perder. Mas, essa condição é simples? Era assim contra o Manaus, um time amador do Amazonas, mas o Coritiba de Namur foi excluído. Escrevi na época que se para Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, em “Casablanca”, “sempre haverá Paris”, para os coxas sempre haverá o Manaus.

É um jogo que proíbe previsões. É um buraco negro. Nada se sabe ao certo do Rondonópolis, e nada se pode arriscar desse Coritiba. Se a referência foi um único treino sério, aquele em Brusque, contra o Brusque, é possível apostar no seu time. Lá, empatou: 1 a 1.  E como o empate basta, é o favorito.

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