No Couto Pereira, Coritiba 0x3 Cruzeiro. Ser líder, às vezes, pode provocar equívocos e desviar um time do rumo certo. Para o Coritiba, como líder da Segundona, essa derrota por 3 a 0 poderia ser tratada como um fato isolado diante dos números gerais.

Ocorre que antes de perder para o Cruzeiro, o time de Morinigo teve que buscar o empate, no Couto, contra o fraco Confiança e, obrigou-se a ter o empate (0x0) com o Remo, em Belém, como a única solução possível.

Dito em resumo: o Coxa dos últimos nove pontos que jogou, ganhou apenas dois, com dois jogos no Couto. Com esses números, a liderança absorve a derrota, mas afasta o caráter eventual do fato. A derrota para o Cruzeiro, analisada dentro desse contexto, pode ser o traço mais forte de uma linha que desce.

E todos esses resultados negativos tiveram um elemento em comum e decisivo: o péssimo jogo técnico e individual do time. A desordem do time foi tão grande, que o Cruzeiro precisou apenas de 45 minutos para resolver o jogo com os gols de Giovanni e Adriano. O terceiro, de Brock, foi na fase de desespero coxa.

Não quero dizer que neste momento que corre algum risco de perder o rumo para a volta ao Brasileirão. Mas empatar, ganhar dois pontos em nove possíveis, deixa de ser um fato isolado para provocar a ordem acender uma lanterna de alerta.

Será que o Coritiba esteve na fonte muito cedo e já bebeu tudo? Essa é a resposta que Morínigo e os jogadores terão que dar a partir do jogo contra o Vasco.

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