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Coritiba, a data mais importante da sua história e a revolução no Athletico em 95

Coritiba, a data mais importante da sua história e a revolução no Athletico em 95
| Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo
  • PorAugusto Mafuz
  • 28/12/2020 20:01

A vida dos clubes de futebol é tão complexa que, às vezes, os seus fatos mais relevantes não ocorrem dentro de campo.

Tome-se o Athletico como exemplo. A partir de 1995, em seis anos,  pagou todas as suas dívidas, construiu o mais moderno centro de treinamentos do Brasil, ergueu o primeiro estádio em forma de arena do país, voltou a ganhar títulos estaduais, faturou a Segundona (1995), o Brasileirão (2001), e mais tarde, levantou a arena da Copa de 2014, ganhou a Sul Americana (2018), a Copa do Brasil (2019), é um dos brasileiros frequentes nos torneios continentais e, ainda, triplicou a sua torcida com as últimas gerações de torcedores.

Mas, nada disso teria ocorrido se, em abril de 1995, Mario Celso Petraglia, Ademir Guimarães Adur e Ênio Fornéa Junior não praticassem atos que transformariam o Furacão no maior reformador da história do futebol brasileiro. A partir de 2002, sempre com Petraglia no comando, tornou-se um dos sete maiores do Brasil.

Os coxas irão eleger um novo presidente. A identidade de Campeoníssimo, do Brasileirão (1985), Torneio do Povo (1873), o Estádio Couto Pereira e a própria história centenária serão irrelevantes, se for eleita qualquer chapa que não seja a do Coritiba Ideal, que tem Renato Follador como presidente.

Samir Namur é candidato como aventureiro. João Carlos Vialle é candidato porque, aos 78 anos, continua sonhando em ser presidente.

No Coritiba não há mais lugar para aventura e sonho. Dilapidado técnica, financeira e moralmente, precisa ser eletrificado para, no mínimo, voltar a respirar.

Follador, Juarez Moraes, Marcelo Almeida, Osiris Klama, Glenn Stenger e Vilson Ribeiro de Andrade deixam uma vida pessoal e profissional de tranquilidade com o objetivo de salvar um valor da vida deles e de um povo: o Coritiba. Por terem a consciência dos riscos pessoais que assumem, são a última tábua de salvação do clube.

Embora os tempos bem diferentes daquele 1995, o Coritiba enfrenta o fato mais relevante da sua história. Se a Coritiba Ideal não for eleita, os sócios estarão escrevendo o obituário do grande clube.

Todos os homens do presidente: as conexões nas eleições do Coritiba; leia também!

| Osvalter Urbinati/Gazeta do Povo
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