Um amigo coxa e dos grandes me liga para confessar a sua felicidade com os 13 pontos que o Coritiba já ganhou nesse Brasileirão. Estranhei o motivo específico e perguntei: “Mas, ainda, esse ganho não é pouco para manter-se entre os quatro?”

Com surpresa, ouvi a resposta: "A minha conta é outra. É aquela que parte de 45 pontos suficientes para não ser rebaixado. Já ganhamos 13.”

É pessimismo demais, realidade de menos ou o trauma da Segundona que, ainda, não foi superado? A verdade é que o Coritiba foi jogado à Segundona e lá ficaria se não fosse o saudoso Renato Follador reunir seus amigos e com eles fazer a revolução ética, técnica e administrativa que está aí.

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Há um trauma, ninguém pode negar. O cálculo real que deve ser feito nesse momento é esse: precisando de 45 pontos, é confortável que já tenha ganho 13. E, em Brasileirão jamais visto com tanto equilibrio técnico como esse, não é só o Coxa que deve fazer essa conta. Muitos a fazem, mas escondem esse sentimento por orgulho.

O Coritiba joga contra o Ceará, em Fortaleza. Como qualquer outro, em especial, sendo longe do Couto, tudo é possível, a derrota ou o empate. Chegou o momento de introduzir no campo da possibilidade, a vitória.

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