Em São Januário, Vasco 2 x 1 Coritiba.

Foram dois jogos.

O olho humano se tornou tão frágil diante do olho eletrônico? Pergunto, porque vendo e parando diversas vezes o lance do gol de Nenê, o da vitória do Vasco contra o Coritiba, qualquer olhar humano encontra Nenê já adiantado depois do toque em Cano. Foi por isso que a arbitragem de campo anulou o gol.

E, o olhar humano, ao contrário do eletrônico para analisar, precisa recorrer a elemento da lógica. Por essa, se não tivesse adiantado, Nenê não alcançaria a bola.

Dirão que a linha eletrônica concluiu pela posição legal do vascaíno. Ocorre que a máquina que a traça é acionada pela mão humana. No futebol brasileiro, as mãos que controlam a máquina não são confiáveis. Dependem do interesse do freguês. E em São Januário, o freguês foi era o Vasco.

O que eu quero concluir é isso: o gol da vitória do Vasco sobre os coxas foi a perfeita combinação de ações humanas e eletrônicas, própria do futebol brasileiro.

A derrota do Coritiba, mesmo que tenha sido consequência de um programa eletrônico, não afasta uma verdade: não obstante a liderança, os coxas revelaram insegurança.

Não há como explicar que um líder jogue com excessiva cautela defensiva como o time de Morínigo jogou na etapa inicial. Em falha do goleiro Wilson, sofreu o gol de Cano em razão de que esse medo atraiu Vasco.

Bochecha parecia ter acertado as coisas para a etapa final, daí, uma bola ir para Gamalho, que empatou. Mas, aí, a defesa coxa, jogando em linha, voltou a ficar desordenada, criando a causa para o Vasco conseguir o que queria, a criar um lance que lhe protegesse. Se não fosse dentro, como ocorreu, fora.

Para não correr nenhum risco futuro, o Coritiba de imediato precisa vencer. É que os números, às vezes, se atrapalham com os erros do time.

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