O que era romântico no passado, transformou-se em uma coisa vulgar: o jogador que vai embora para o exterior, bate no lado do coração, e diz que um dia voltará para encerrar a carreira no clube que o revelou.

Em regra, essa promessa só é cumprida quando o sentimento pelo clube é puro, ou quando já em condições duvidosas, não resta outra opção.

Um exemplo recente da manifestação pura foi o de Alex quando retornou da Turquia. Podendo escolher entre Grêmio, Palmeiras ou Cruzeiro, foi fiel às origens coxas.

Exemplo de promessa não cumprida, foi a do lateral Rafinha, que continuou preferindo ter como referência o dinheiro e a primeira divisão.

Os zagueiros Henrique e Miranda são contemporâneos de origem. Miranda nunca prometeu amor eterno, mas respeito ao Coxa. Era natural que, aos 35 anos, ainda em estágio de competir, deveria escolher entre São Paulo e Flamengo. Excepcional, é o líder da ascensão do time paulista. Entendo que Miranda sempre teve mais a marca tricolor do que coxa.

E por que Henrique, ao voltar para o Brasil, está escolhendo o Coritiba? Talvez essa não seja a questão mais importante a ser enfrentada da contratação do zagueiro. Se vai retornar, o que tem que saber é em que condições técnica e física?

Sem precisar ser o grande zagueiro que foi até sair do Corinthians, Henrique será importante para o Coritiba.  Como zagueiro e como líder, tem uma virtude que o time anda precisando: ser coxa. É diferente de Rafinha e Wilson, de origens diferentes.

E uma Segundona reclama um pouco de alma.

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