A lógica de uma derrota do Coritiba em Bragança foi desconfigurada e não pode ser absorvida. É que os erros do goleiro Muralha e algumas decisões surpreendentes do treinador Morínigo, em especial nos jogos fora do Couto, já criaram um sistema de erros que causa insegurança. E não há nada mais grave do que um time inseguro que desconfia do goleiro e do treinador.

Muralha é da espécie do goleiro mais perigoso. É de extremos. Em um mesmo jogo, como esse contra o Bragantino, é capaz de fazer grandes defesas, mas em outro momento, pratica falhas que não cabem no direito ao erro. Mais grave, a falha, por sempre ser antecedente, já provocou consequências negativas insuperáveis.

Morínigo, talvez, esteja no limite. É quando o técnico começa a improvisar ao ponto de mandar o único grande jogador para o banco. Em busca de suprir, outra vez, a ausências de Farias e Andrey, transformou Igor Paixão em reserva durante a etapa inicial em Bragança. Uma coisa não tinha nada com a outra.      

Tudo o que Coritiba não poderia carregar era a responsabilidade de vencer o Atletiba. Não é aquele ônus natural que decorre da rivalidade. Esse, como o Athletico, sempre vai existir. É a responsabilidade de ter que vencer para evitar que as feridas sejam abertas e comecem a sangrar. 

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