Assim falou o treinador do Athletico, Fábio Carille: “Tenho ideias, mas ainda tenho dúvida sobre a forma de jogar.”  No entanto, um dia depois sob o seu comando, o Furacão fez seu único grande jogo em 2022: quase perfeito na etapa inicial, fez do poderoso Flamengo um time comum, marcando o gol de pênalti de Terans, aos 31 minutos.

Se um dia antes Carille confessou que não tinha um estilo de jogo e, imediatamente dota o Athletico de imensas virtudes, é de se perguntar: o jogo soberbo sob o aspecto tático que o Furacão fez foi de exceção, como, às vezes, é o simbolismo de uma vitória sobre o Flamengo, ou foi o do sinal definitivo de evolução?

Sou daqueles que entende que não se ganha desse milionário time do Flamengo por casualidade. Para ganhar, há que se ter virtudes. E um time não se alinha da noite para o dia. Então, o jogo do Furacão sinaliza evolução, o que não significa a vitória de rotina.

Será o Athletico a partir de agora esse time simétrico e profundo que, em razão da ordem de Carille, consegue proteger a defesa, recuperar a excelência do futebol de Terans, e está revelando um novo Thiago Heleno, inclusive na personalidade, o jovem Matheus Felipe?

Quando se parte do marco zero, como Carille está partindo, há variações que podem ser, também, negativas. Não há fórmulas milagrosas diante do tempo perdido, mas há formulas de antecipar o futuro.

Paulo Roberto Falcão certa vez ensinou que uma grande vitória em razão de um grande jogo pode criar a segurança que o time só adquire com o tempo. Escrevi um dia desses que Carille tem que fazer dois dias em um para o Athletico recuperar o tempo que perdeu nesse 2022. O jogo e a vitória sobre o Flamengo podem representar bem mais do que dois dias, em um.

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