Depois das Olimpíadas de Tóquio, Mario Celso Petraglia perguntou a Paulo Autuori, o seu “Alex Ferguson” da ocasião: “Santos vai querer sair. E agora?” O mestre Autuori respondeu: “Temos Bento!" .

Demorou um pouco, mas Santos foi embora de casa. Saindo do Caju, “pegou a BR”, como dizem lá na sua Campina Grande, no agreste da Paraíba, quando filho vai embora de casa. Foi dar no Flamengo.

Então, definitivamente, Bento se apresentou para a história do Athletico. As defesas, algumas em forma de “milagres”, já se conciliam com o significado do seu nome. Originário do latim Benedictus, Bento quer dizer “abençoado pelo batismo”, mas pode ser, também, “bendito e “louvado”.

Nessas coincidências só próprias para os eleitos, Bento vai ao Maracanã encontrar Santos. Um encontro marcado por um forte simbolismo: os dois nasceram, foram criados, educados e se tornaram goleiros extraordinários, dentro de uma casa iluminada pelas lembranças da história e da lenda das defesas de Caju.

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