O Athletico, ainda, não tem um técnico?

Essa resposta é complexa a partir de um fato, que Mario Celso Petraglia adota como princípio particular, de que todos os técnicos são iguais. Explica-se e já escrevi sobre isso, que toda a vez que o Furacão precisa contratar um treinador, a demora não é consequência de estudo de virtudes ou pesquisa de mercado. É porque o equívoco de que “todos são iguais”, às vezes, incentiva o risco e a improvisação.

Agora, tem um elemento relevante que justiça essa aparente paralisia: Paulo Autuori. Considerando que Autuori foi contratado para ser diretor técnico, as suas ideias exercerão influência e supremacia sobre as propostas do futuro treinador. Não se trata de submissão a uma ordem hierárquica de pessoas, mas de ideias e propostas, que dirigem um padrão de comportamento no campo.

A forma que o Furacão irá jogar nesse 2021, não será diferente do que jogou em 2020 com Autuori. Se irá jogar melhor ou não, dependerá da formação individual.

Mario Celso Petraglia estaria absolutamente correto de que “todos os técnicos são iguais”, se atendesse o princípio fundamental do futebol, que é ter um time de qualidade. Quando teve, o Athletico foi campeão da Sul-Americana e da Copa do Brasil.

Desta vez não se deve cobrar do presidente a contratação do técnico. Embora seja difícil de acreditar que transija, penso que a responsabilidade da indicação será de Paulo Autuori.  Talvez, a palavra de Autuori seja uma rara exceção que não faz mal aos ouvidos do dono do Furacão.

Por isso, os atleticanos não se surpreendam se o treinador já estiver no CT do Caju: um desses assessores de Autuori.

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