Desde que o Athletico se tornou um dos maiores do Brasil, os atleticanos passaram a ter uma enorme relutância em vê-lo conviver com dificuldades na vitória. Passaram a lhe exigir um passo a mais do que a única verdade do futebol, que é a vitória. Agora, essa só é o bastante se for nascida de um jogo de técnica e ordens admiráveis, mesmo que essas virtudes sejam cíclicas.

O próprio Athletico criou esse simbolismo adotado pelo seu povo. Pelas realizações de concreto e de bola, tudo o que se refere ao Furacão, desde 1995, vale o dobro. A Baixada é mais bonita, o Caju é o mais moderno, um título é mais histórico e a marca de água dos euros que recebe nos negócios é mais forte.

É natural, portanto, que os atleticanos tenham se tornados exigentes, não se confortando com um gol casual de Mingotti, embora o seu significado tenha sido definitivo para a classificação. Nem a psicologia, talvez, possa explicar.

Athletico precisa adotar a vitória como verdade definitiva no futebol

Carregando esse simbolismo, o Athletico, a partir desta segunda-feira (17), e nas próximas 48 horas, será empurrado para o divã: contra o Paraná, irá jogar eliminatórias pelo Estadual e, depois, contra o Melgar, do Peru, irá decidir a vaga para a sequência da Sul-Americana.

À partir da certeza de que não se pode exigir mais do que o sofrível de um time de Aguilar, Zé Ivaldo, Mingotti, Jajá e Reinaldo, comandados por Bruno Lazaroni; e que fazer gols com Renato Kayzer, o invisível Matheus Babi, armar com Léo Cittadini e Richard, comandados por António Oliveira, é obra extraordinária, aconselho os atleticanos voltarem a adotar a vitória como a verdade definitiva do futebol.

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