O brasileiro tem, entre os seus costumes de torcedor, o de projetar o futuro do seu time dentro de uma competição. Usando, às vezes, a razão, faz uma conta que encampa até uma ou outra derrota.

Os atleticanos devem ter esperado o jogo do Mineirão considerando que a derrota seria a regra e, qualquer outra coisa, seria uma exceção improvável. É que o Furacão foi jogar contra o milionário Atlético Mineiro com a sua estrutura minada no meio campo.

Nem tanto pelos que não jogaram, mas pelos que jogaram. É impossível ter alguma pretensão contra um time poderoso, com um meio formado por Richard, Canesin e Jadson, e um ataque com Carlos Eduardo e Kayzer.

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A impressão que ficou é a de que o comando técnico parece ter, também, se apegado a essa especulação e colocado a derrota na conta. Desorganizado, o time não apontou nenhum indício de que poderia surpreender. Se não se submeteu na etapa inicial, foi porque o Galo se mostrou quase indiferente, como se tivesse a consciência de que poderia ganhar a qualquer hora.

Os dois gols perdidos por Jadson podem ter criado a falsa sensação de melhoria. Quando exatamente por ser frágil na marcação e na cobertura, obrigando Richard a ir para o combate, o fraco volante fez uma falta desnecessária na área sobre Nacho Fernandez. O pênalti resultou no gol de Vargas e no demonstre emocional do Furacão.

Quando começaram a entrar os titulares Marcinho, David Terans e Christian, foi a vez do treinador António Oliveira perder o jogo pela segunda vez. Se a opção de poupar titulares era para dar preferência para o jogo decisivo pela Copa do Brasil contra o Atletico Goianiense, não tem explicação o risco de colocar os titulares que estavam sendo poupados. Isso é incoerência.

A maior prova de que o time foi tornado frágil é a de que sofreu o segundo gol (Neto), ainda, aos 22’ da etapa final. Faleceu. A derrota poderia estar na conta do torcedor, é verdade. Mas nunca na conta do comando técnico. Isso é um perigo.

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