Por ser definitiva, sempre recorro a lição do imortal jornalista Márcio Moreira Alves: “Nós repórteres, às vezes, só vemos o óbvio e esquecemos do essencial.”

É o caso da decisão do Conselho Deliberativo do Athletico. Criticou-se, inclusive, com razão, o óbvio. Era esperada a conduta dos 66 conselheiros que votaram de acordo com o interesse de Mario Celso Petraglia, que não abre a Baixada para não ter um prejuízo de R$ 200 mil.

O voto dado por aqueles que criaram o clube dos “66”, representou a pior espécie humana, que é a do covarde que não manifesta a sua vontade real, com medo de praticar o desagrado ao líder. Todos os “66” queriam a volta da torcida, mas votaram contra, por medo de perderem o cargo de conselheiros. Cada um continua tendo que explicar para filho ou neto. Além de covardes, estão tendo que mentir.

O essencial deixamos de exaltar: os 48 conselheiros que votaram contra a proposta de Petraglia. O simbolismo do voto de cada um do grupo dos “48” é tão forte que deixou de ser um elemento numérico. O clube dos “48” provou que a alma atleticana não tem preço. Para os “66” custa R$ 200 mil.

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