Em um dado momento, o jogo da Baixada contra o Aucas terá de parar para que Lucho González e a bola troquem beijos e abraços de adeus. Quem dera fosse uma despedida porque, na despedida, existe a esperança da volta. Mas, esse é o caso em que o adeus produz o sentimento da perda irrecuperável.

E por uma escolha divina, o Athletico foi eleito para ser o depositário das emoções desse adeus histórico.   O adeus de Lucho González irá se juntar ao de Hideraldo Luiz Bellini, o maior símbolo do futebol mundial como capitão, e o do lateral das Copas, Djalma Santos.

O argentino Lucho González chegou para o Athletico em 16 de setembro de 2016. Esperava-se só o craque, mas, acabou vindo um anjo protetor, um predestinado. Profissional raro por manter o idealismo pela profissão, logo criou um vínculo de amor com o Furacão. Exerceu tanta influência no seu ambiente, que se transformou no maior símbolo das conquistas da Sul-Americana (2018), Copa Suruga Bank e Copa do Brasil (2019) e Campeonato Paranaense (2020).

A história recente do Athletico tem de dar uma parada e ficar um bom tempo em Lucho González. A sua identidade com o Furacão é tão grande que, talvez, seja o raro caso em que o adeus é frágil para terminar a história.

A Baixada estará lotada: a alma atleticana irá se despedir de Lucho. Não há aplausos mais sinceros quando vêm do coração. Jorge Luís Borges, o maior dos argentinos, escreveu: “Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros; Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água; Ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros”.

Há quem possa imaginar o Athletico sem Lucho?  

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