Assim falou Gustavo Morínigo, treinador do Coritiba: “o Atletiba é um campeonato à parte. Temos que fazer de tudo para ganhá-lo.” Assim falou Felipão, treinador do Athletico: "Para nós, o Atletiba é mais um jogo. Queremos ganhar os três pontos".

Quem está certo: Morínigo, que destaca o Atletiba do Brasileirão para torná-lo um “campeonato à parte" ou Felipão, que imprime uma importância natural, como se fosse um jogo de rotina como exige um campeonato por pontos corridos?

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Felipão, não há dúvida. O resultado desse Atletiba como fato histórico só irá influir de imediato no sentimento de arquibancada. A sua repercussão de classificação só ganhará significado definitivo, quando as coisas foram resolvidas no final, para o bem ou para o mal.

Quando ouvi Morínigo falar, lembrei do Athletico do passado que antecedeu 1995. Para os atleticanos, o Atletiba era como as “Águas de Março”, de Tom Jobim: “é pau, é pedra, é o fim do caminho, é o resto de toco, é um pouco sozinho”.

E era mesmo. Nas palavras de Morínigo, o Coritiba é o Athletico de ontem.

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