Talvez, porque sou feliz, enfrento qualquer situação da vida com otimismo. Mas, há momentos em que é preciso controlar alguns excessos. Com os números, por exemplo.

No caso específico do Athletico, no Brasileirão, os números assustam: não há otimismo que não fique perturbado estando o time está distante quatro pontos do Sport, que é o primeiro da zona de rebaixamento. Essa situação associada à linha ininterrupta de derrotas, inclusive, na Baixada, tornam os números objetivamente perigosos.

E, à essa altura do campeonato, as críticas de que se supervalorizaram reservas insignificantes para sair em busca de conquistas e dinheiro em copas, ficam sem objeto. Agora, não adianta mais criticar o plano de se dar uma no cravo, outra na ferradura. É que o estrago feito, feito está.

Quando há tempo, o otimista vê o lado bom do fracasso. Acredito que o comando atleticano tenha ganho a consciência de que o Athletico não é tão invulnerável como pensa. Assustado, deve ter descoberto que é mortal e, que por isso, a desgraça pode bater à sua porta.

Contra o Flamengo, deve mandar o time jogar consciente das suas limitações técnicas e táticas. Entre as providências a serem adotadas é a de jogar com superação, sem querer se exibir. A única dúvida é a execução dessas providências. Com Alberto Valentim no banco, tenho medo de perder o otimismo.

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