Em um sistema eliminatório de dois jogos é fundamental jogar o segundo em casa? No passado que criou a cultura atual, o segundo jogo, sempre portando os elementos decisivos, era mais importante em casa. Isso ocorria porque os fatores campo e torcida tinha uma influência quase absoluta sobre o resultado da decisão.

Como quase tudo no futebol mudou, os fatores campo e torcida exercem mais influência psicológica do que prática. A sua relevância está definitivamente associada às condições tática e técnica de cada time. De nada adianta ter esses benefícios se não for correspondido no campo.

A partir dessa tese que várias vezes na prática está bem-sucedida (o Athletico contra o Flamengo, por exemplo), entendo que para o Furacão, o primeiro jogo na Baixada pode criar condições definitivas para seguir na Libertadores.

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Por ter mais time no campo e por ter Felipão no seu comando, a probabilidade de sua vitória não está limitada aos fatores campo e torcida, mas à lógica do melhor. E com Felipão, essa superioridade não é enganosa, é imposta. E vencendo, qualquer que seja o placar, irá determinar as regras para o segundo jogo em La Plata.

Qualquer análise em tese adota como premissa a situação dos dois times. O Estudiantes, embora acusando uma aguda crise técnica, não deixa de ter os seus encantos históricos. Quatro vezes campeão da Libertadores, um tri puro (1968, 1969 e 1970), campeão mundial, já foi dono do futebol nessa América. Por mais que o futebol tenha mudado, o passado continua exercendo influência. Respeita-se quem o tenha.

O Furacão chega nas quartas de final da Libertadores em seu melhor momento de 2022. Diferente dos jogos contra o Libertad, está definitivamente disciplinado por Felipão. E melhor por ter o comando de Fernandinho, que ao contrário dos “exilados” que voltaram para a Baixada, trouxe o talento, a inteligência e a alma rubro-negra.

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