A crise sanitária que abala o Athletico devolve uma questão que parecia já superada: um centro de treinamento e um estádio são os lugares seguros que diminuem o risco de contaminação do Covid?   Embora o percentual de profissionais contaminado assuste, continuo afirmando que sim.

Por ser o time mais contaminado no momento do futebol brasileiro, tome-se o Furacão como exemplo.  Os seus jogadores não foram contaminados dentro do CT do Caju ou em jogos na Baixada. Intransigente e rigoroso no cumprimento de protocolos, alguns especiais criados por ele próprio, é vítima da maioria dos seus jogadores.

Fora do Caju e depois dos jogos da Baixada, praticam excessos sociais, como se a responsabilidade de adoção de cuidados sanitários fosse limitada ao ambiente de trabalho. Alguns têm a consciência de ampliar essa proteção à sua convivência social. Mas, a maioria, (e aí não são só os rubro-negros), por não ser responsável, torna-se um infectado voluntário.

Está muito cômodo para jogador do futebol brasileiro transferir a responsabilidade para os clubes e continuar vivendo uma vida normal.

Pobre Paraná

O treinador Rogério Micale provou do próprio veneno. Sem ética, acertou com o Paraná, sem que Alan Aal tivesse ainda sido demitido.

Embora Micale fosse um problema pela sua incapacidade de exercer o comando técnico, não era o problema maior. Esse atende pelo nome de Leonardo Oliveira, que se tornou invulnerável como presidente, por ser protegido da torcida organizada. E essa compõe a maioria dos conselheiros. Leonardo sabia por antecipação que os organizados iriam visitar o Ninho para cobrar técnico e jogadores.

Só para o torcedor comum ter uma ideia, há jogadores que não recebem há um ano, a remuneração pelo direito de imagem, e todos, há dois meses, não recebem salário.

Mas não é o atraso de salários que influi nas derrotas. É a figura de Leonardo Oliveira que não consegue ser absorvida.

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