Na Baixada, pelo Brasileirão, Athletico 0 x 0 Palmeiras.

Até que o Furacão quis buscar a vitória. Durante todo o jogo teve a bola e todos os espaços do campo. É que o Palmeiras, sendo indiferente ao resultado, primeiro recuou no primeiro tempo, e, depois, se retrancou.

E, o que se viu foi um vai-e-vem de bolas, curtas e longas, retas e atravessadas, com estocadas eventuais ao gol do excelente goleiro Vinicius Silvestre. Essa ordem do Furacão chama-se jogo raso, sem profundidade.

Uma ou outra jogada de Nikão, uma ou outra entrada de surpresa de Erick, nada mais. De resto, bolas cruzadas por Marcinho e por Pedrinho, cujo destino era anunciado: na cabeça dos paulistas ou nos braços de Vinicius.

Quando não se pode ganhar, empata-se. Era a clássica lição do professor de futebol Otacilio Gonçalves. E se o empate é o bastante para se alcançar o objetivo, o seu efeito prático é o mesmo da vitória.

Athletico de Valentim, por enquanto, é cômico

Para acalmar definitivamente os números que ainda teimavam em ameaçá-lo de rebaixamento, o Athletico seguiu à risca essa lição. Contra o terceiro time do Palmeiras não quis correr riscos com as suas deficiências naturais.

Mas nunca se deve desprezar a incapacidade de Valentim. Quando começa a fazer alterações, é um ai Jesus! Podendo ganhar, trocou zagueiro por zagueiro e continuou com três. Mudou para dois e depois terminou com três. Por enquanto é cômico. Mas, assim, vai se tornar trágico.

Pronto. Outra vez o risco de rebaixamento foi superado, como em 2019 e 2020. Só que desta vez assustou. Foi a prova definitiva de que os professores de Deus da Baixada também erram.

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