O leigo não entende ou não é obrigado a entender de cláusula pétrea, mas sabe que é previsto o respeito à dignidade humana como principal fundamental da Constituição do Brasil.

A influência desse princípio resultou em uma das maiores conquistas do jogador de futebol no país: o de ter o direito de entre uma e outra partida ter um intervalo de 66 horas. Tornando-se uma espécie de “cláusula pétrea” nos regulamentos das competições, essa regra não pode ser alterada.

No entanto, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), aproveitando-se da fragilidade da maioria dos clubes, está os submetendo ao desumano processo de marcar jogos em intervalos de 48 horas, em horários impróprios. Joga-se na marra, é o critério do arbitrário Hélio Cury, presidente da FPF.

Armado do Direito, o Athletico resolveu enfrentá-lo. Vencido no Tribunal de Cury, o TJD-PR, foi ao STJD. Aplicando a lei, a Corte mandou a FPF reescalonar os jogos do Furacão no prazo de lei: 66 horas de intervalo.

O mais grave desta questão não é só a FPF ir contra a lei das 66 horas, mas, é manipular o Tribunal desportivo paranaense, que decide nos seus interesses.

A decisão que negou a ordem de tutela ao Athletico adotou como referência dois fatos:  o primeiro, de que o prazo de um jogo e outro havia sido reduzido para 48 horas. Nenhuma instituição de comando – CBF, Federações ou Sindicatos – tem o poder de alterá-la, na medida em que a norma protege a condição humana do atleta; e, o segundo, carregando o exemplo de ignorância no trato com a lei, foi o de que o Furacão tem “plantel para fazer três times”.

Já que se ajoelhou, Hélio Cury deveria "beijar os pés" de Mario Celso Petraglia. E, o Athletico deveria abrir um procedimento na OAB para mostrar o baixo nível da Justiça Desportiva do Paraná.

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