Pelo Brasileirão, Athletico 2 x 1 Ceará.

Na Baixada, não estavam Bruno Guimarães, Renan Lodi, Lucho González, Marco Ruben, Raphael Veiga e Rony. Só estava o histórico treinador Tiago Nunes, mas do outro lado. No entanto, o Furacão que ganhou do Ceará, em corpo e alma, parecia aquele que foi campeão da Sul Americana (2018). Mais do que a aparência, com certeza, lembrou aquele que ganhou a Copa do Brasil (2019).

Absolutamente correto. Humilde, desconectado da soberba de querer ter um jogo moderno de troca de passes e posse de bola, voltou a jogar como na época de Tiago Nunes: marcando na linha intermediária, e às vezes marcando atrás, atraiu o Ceará para jogar em contra-ataque. O primeiro gol, o de Kayzer, foi o resumo da ópera, como são arrematados os acórdãos do brilhante Desembargador Ruy Cunha Sobrinho, atleticano de berço.

Foi assim: o Ceará atacava e atacava, empurrando o Athletico para trás, como se não tivesse o amanhã. E, aí, em um desses momentos, aos 44’ de jogo, o excelente lateral Marcinho ganhou uma bola e lançou no campo deserto do Ceará para Kayzer em velocidade, fazer 1 x 0.

Como nos tempos de Tiago Nunes, o Furacão voltou meio folgado para a etapa final. E, aí, com a defesa aberta, permitiu que o Ceará empatasse com o gol de Rick, aos 7’. Nada demais.

Como naquele tempo de Tiago Nunes, foi o bastante para provocar o Furacão. Voltando a jogar sério, só com disposição de vencer, logo fez o segundo gol: Pedrinho cobrou um escanteio aos 22’, e Pedro Henrique fez o gol da vitória, 2x1. E, a partir daí, recuado ou atacando, dominou o jogo.

Tiago Nunes foi embora certo que o Criador é maior que a Criatura.

O melhor em campo foi Marcinho.

Nessa crise de lateral direito que há no futebol do Brasil, sem exagero, já acho que esse moço poderia ter uma chance na seleção brasileira.

É assim que o Athletico tem que jogar em Montevidéu.

Essa é uma coluna em homenagem a memória do amigo e advogado Luiz Antonio Carvalho de Júlio, o Lalito, atleticano dos grandes.

Participe da conversa!
0