Desde a final da Sul-Americana de 2018, o Athletico adota o pensamento de que “as finais não se jogam, se ganham”, cuja autoria atribui-se a Lucho González, ídolo rubro-negro.

Lucho não pensou esse princípio, apenas o transmite. Esse pensamento foi de uma das mentes mais geniais: Alfredo Di Stéfano, que só não foi o maior jogador de todos os tempos porque havia Pelé, existiu Pelé e sempre existirá Pelé.

Havia dúvida se o Real Madrid, em fase irregular, poderia ganhar a Copa dos Campeões (58-59) contra o Stade de Reims, no Estádio Neckarstadion (Alemanha). Foi então que Di Stéfano pensou: “Las finales no se juegan, se ganan”. Só que o Real não apenas ganhou por 2 a 0, como fez um dos mais belos jogos da sua história.

Mais tarde, Di Stéfano explicou o espírito do seu pensamento. Nele não está o ganho pelo casuísmo. A própria causa alienada ao imprevisto tem uma razão de existência, e é provocada por algum requisito exigido pelo futebol. Dito de outra forma: ganha-se porque se joga com virtudes.

Agora, o Athletico vai decidir a Copa do Brasil com o Atlético-MG. Em nenhuma das conquistas nesta temporada, usou a literalidade do pensamento de Di Stéfano. Entrou no seu espírito e adotou boa intenção do princípio.

É verdade que ganhando a Sul-Americana e sendo finalista da Copa do Brasil com Alberto Valentim no comando, e tendo que usar como reposição Fernando Canesin, Bissoli, Nicolas, Pedrinho e Zé Ivaldo, Márcio Azevedo e Mingotti, houve ajuda do acaso. Mas, não se pode negar que é finalista da Copa do Brasil eliminando o Flamengo e bicampeão da Sul-Americana sabendo ordenar e disciplinar bem as suas poucas qualidades individuais.

Para ganhar do Galo, o Athletico tem que jogar. 

Mesmo que seja à sua maneira.

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