O braço direito na tipoia para sustentar o ombro recolado no lugar pelas mãos sagradas do médico Murilo Santos, as mesmas que cuidaram de Alex Mineiro, “a lenda”, e de todos os campeões de 2001.

Ainda assim, vou tentar transmitir a minha expectativa sobre o Athletico para o Brasileirão que começa na noite de quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Inter.

O Athletico é um enigma. E enigma não autoriza a fazer previsão negativa ou positiva. E, sem previsão, não há expectativa.


E esse enigma não é consequência de omissão do presidente Mario Celso Petraglia no investimento do futebol. A ideia inicial é que somente o meia Portilla foi contratado. No entanto, para manter Benavídez e Aguirre, por força de contrato antecedente, o Athletico obrigou-se a gastos expressivos.

Santos, Benavídez, Carlos Terán, Esquivel, Portilla, Felipinho, Zapelli, Dudu, João Cruz, Viverros e Julimar formam, individualmente, uma base razoável para o padrão da maioria dos clubes que irá disputar o Brasileirão.

Então, o Athletico é enigma por causa do seu treinador, Odair Hellmann. Vai fazer um ano que chegou e Hellmann não conseguiu dar uma identidade tática ao time. 

Até hoje, não há uma única virtude que destaque a ordem de jogo. No meio de campo, então, as funções não são definidas, não alcançando a maior exigência que é a concentração para ter a bola, marcar e criar. A partir desse jogo contra o Inter, Hellmann terá que desvendar esse enigma, que é ele próprio.

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