O Athletico decide a vaga do seu grupo para seguir na Sul-Americana contra o Melgar, time que nem mesmo o tempo lhe deu expressão no Peru. Ao contrário, o Furacão já tem a identidade de emergente no âmbito continental e, no Brasil, já está postado entre os maiores.

A grandeza tem seu custo. Como na vida, no futebol não é diferente. Ao contrário, às vezes, o futebol impõe exigências que não podem ser absorvidas pela própria exigência.

Na Baixada, o Athletico tem duas obrigações: ganhar do time peruano e ganhar com um placar que torne mais cômoda a sua vida na última rodada. Talvez, essas prestações que o Furacão tem que cumprir não exigia nada de extraordinário, em razão das diferenças, em tese, entre um e outro.

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Mas há uma questão que preocupa: o seu comando (Autuori e/ou Oliveira) já ganhou consciência de que não é um jogo para jogar com a “modernidade” da troca de passes laterais? Já está provado que esse estilo acaba influenciando no espírito dos jogadores, tornando-os indolentes, apáticos e, às vezes, convencidos de que não são o que pensam ser.

Nem recorro ao exemplo da ordem do time campeão da Sul-Americana e da Copa do Brasil. Basta ser o Furacão de Paulo Autuori que se recuperou no Brasileirão de 2020 para se afastar do risco de rebaixamento. Um time que trocava passes, mas, ocupando espaços, entrando em profundidade. Um time com alma. Se jogar com a consciência de que precisa ter espirito de competição para superar a falta de individualidade, então, as obrigações serão cumpridas sem nenhum trauma.

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