Na Baixada, pelo Brasileirão, Athletico 0 x 0 Sport.

Tudo parece mais difícil para esse Furacão: uma saída bola, um passe curto, um passe longo, uma passagem do lateral para fazer uma jogada de lado, um meia vindo de trás para surpreender, uma tabela, uma linha de passe e um chute da entrada da área. É razoável, então, que um time assim, passe a tratar o gol como um fato improvável ou, se marcado, casual.

Por que todas essas jogadas básicas que devem ser executadas por um time, tornaram-se extremamente difíceis para o Athletico?

Concordo que esse Furacão não é nem um pouco atraente em qualidade técnica. Mas, não é muito diferente da maioria que anda jogando esse Brasileirão. Há grandes goleiros (Santos e Bento), bons laterais (Marcinho e Abner), bons zagueiros (Heleno e Henrique) e, bons e razoáveis meias que podem ser atacantes (Nikão, Terans, Christian, Cittadini e Jader).

Ocorre que nem um time de qualidade excepcional joga se não tiver uma ordem tática e um comando com autoridade. E, o Athletico não os tens. Então, as jogadas básicas se tornam uma coisa complexa, quase impossível.

E prova definitiva foi dada nesse empate com o Sport. Repetindo o mesmo erro do jogo contra o Cascavel, António Oliveira amontoou volantes, prendeu os laterais e isolou Pedro Rocha e Bissoli no ataque. Na etapa inicial, uma única bola sobrou para Rocha que mostrou para o que veio: perder gols imperdíveis. Voltou a fazê-lo na etapa final.

E a desorganização era tanta que o Sport teve três chances para marcar, obrigando Bento a fazer dois milagres.

Esperava-se que as coisas fossem acertadas para a etapa final. Como já escrevi, com Oliveira prevalece a máxima dos ingleses de que não nada tão ruim que não possa piorar.

O Furacão voltou pior para a etapa final. Por não ter ordem de jogo, era irrelevante ter a bola e o espaço de campo. Simplesmente, não soube o que fazer. Nem mesmo jogando 30 minutos contra um Sport reduzido a dez com a expulsão de Hernanes.

Quando Mikael acertou a trave no último minuto, os atleticanos devem ter pedido para o jogo acabar.

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