Na composição de um enigma, não entra a surpresa como elemento, já escrevi. Por isso, a vitória do Athletico sobre o
Internacional por 1 a 0, no Beira Rio, na estreia do Brasileirão, foi até natural, como seria qualquer outro resultado. Mas, por há tempo já ter perdido a inocência, não me iludo com uma vitória, mesmo que seja expressiva como foi essa.
Ocorre que sem um projeto aparente e sem um objetivo declarado para o campeonato, o Athletico sinalizou que vai jogar “um jogo de cada vez”. E, talvez, a sua razão esteja nas características da maioria dos seus jogadores.
A exceção de Zapelli e Juan Portilla, o time rubro-negro adapta-se mais ao jogo de força fisica e de superação. Carlos Terán,
Viveros e Mendoza chegaram até a comover tamanha a entrega a que se submeteram para cumprir as mais diversas funções.
Bem por isso, ninguém está autorizado na arquibancada de exigir um futebol moderno para provocar encanto. Nada mais
encanta do que a vitória mesmo na força.
Fecho com um parenteses: os dois gols que Viveros perdeu no Beira Rio explicam a resistência que o comando da Seleção da Colombia impõe para convocá-lo.
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