Na Baixada, contra o Grêmio, o Athletico tenta se equilibrar sobre os seus dois fantasmas: afastar-se da zona cinzenta da tabela do Brasileirão, e pelos critérios do Caju, tê-lo que fazer com um time com uma boa porção de jogadores secundários. Se em nenhum momento o Furacão tinha justificativa para jogar com um time descaracterizado, desta vez o tem. É que não pode correr o mínimo risco de ter alguma privação para o jogo com o Peñarol que pode levá-lo à final da Sul Americana.

Resta o outro fantasma:  jogar no desconforto da classificação contra o Grêmio que está voltando a viver intensamente. Talvez, se supere porque é uma época que precisa manter o equilíbrio e matar todos os seus fantasmas.

A questão final, aqui, é outra:  a imagem que se terá de Felipão na Baixada. É o técnico do Brasil campeão do mundo em 2002, com o time de Marcos, Cafu, Roberto Carlos, Kléberson, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, ou o Felipão dos 7 a 1 para a Alemanha, na Copa do Brasil de 2014?

Embora os 7 a 1 tenham se tornado uma marca definitiva que se transformou em linguagem figurada de fracasso, como a de Fla-Flu de disputa, a conquista de 2002 sobrepõe e tem que ser tomada como referência da sua carreira.

Mas, a imagem que eu tenho de Felipão não é a esportiva.

É a do homem pouco comum num ambiente como o do futebol: conservador dos valores éticos e morais como preservadores da família, solidário com o ser humano, Felipão é um dos raros exemplos de que é possível ser vencedor no futebol sendo honesto.

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