Pelo Brasileirão, em Bragança Paulista, Bragantino 0 x 2 Athletico.

Cada jogo é uma outra história, é uma secular oração de vestiário. Mas na história do futebol, não foram poucas as vezes de que o jogo entre os mesmos times foi outro, mas, que a a solução foi contada com a mesma história.

No entanto, não seria possível ver esse jogo de Bragança sem associá-lo ao jogo do próximo dia 20 de novembro, pela decisão da Sul-Americana. E, da forma como as coisas ocorreram em Bragança, não consegui projetar grandes diferenças táticas e técnicas com o jogo que será jogado em Montevidéu.

Lá, o Bragantino será o que foi domingo: um time querendo ser acadêmico, técnico e moderno, com a soberba de que já adquiriu o estágio de grande.

Lá, o Athletico será o que foi domingo: sem vaidade, jogando com as suas linhas atrás, aceitando propositadamente o domínio adversário. Quando esse cai na realidade, está sob o risco da derrota.

O jogo de Bragança foi todo nessa toada.

As diferenças entre Athletico e Bragantino

E, aí, começaram a surgir as diferenças. Enquanto o goleiro Santos amparava qualquer falha de marcação ou defensiva, Cleiton mostrava insegurança. Como aos 14 da etapa final, na falta cobrada pelo lateral Marcinho.

Se um fato diferente ocorresse até o final do jogo, seria a favor do Furacão, em razão da velocidade de Mingotti e Pedro Rocha. E o fato previsível ocorreu: os dois rubro-negros, em velocidade, ocuparam o vazio deixado pela defesa do Braga. Pedro Rocha com estilo, fez dois a zero.

Concordo: até o jogo de Montevidéu, que irá decidir a Sul-Americana, muitas madrugadas terão, ainda, que ser dormidas. Por ser vulnerável, o futebol pode provocar alguns fatos que que venham a exercer influência direta ou indireta na vida do Furacão e do Massa Bruta.

Mas há história que precisa de uma eternidade para ser mudada.

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