No Maracanã, pelo Brasileirão, Flamengo 3 x 0 Athletico.

O Athletico gosta de viver perigosamente. É o que explica que, às vezes, se torna irresponsável. E, assim, com uma conduta impessoal como se fosse um bem particular, despreza a sua torcida.

A derrota em si para o Flamengo por 3 a 0, seria o menor dos problemas. E se fosse por mais, também, teria que ser absorvida. É que em condições normais, isto é, com o time titular, a derrota seria consequência da lógica, portanto, natural.

Mas, não foi isso que aconteceu. Nem mesmo o pretexto de descanso com base de avaliação de sua comissão técnica, serve como argumento.

Veja a classificação do Brasileirão!

É que em qualquer ato que se pratique na vida, o excesso é irresponsável pois causa danos previstos. Jogar com uma zaga inexperiente (Nico e Lucas), com um lado improvisado (Erick), o outro medíocre (Nicolas) que descompensou o frágil meio e o ataque, e os seus técnicos embaralhados, alcançou o mais alto grau de irresponsabilidade.

O Athletico não tinha obrigação de ganhar, mas tinha a obrigação de respeitar a sua torcida, jogando com o mínimo de recurso competitivo. E, o que vez, foi o mesmo que ignorá-la com a consciência de que não precisa lhe dar satisfação.

A vitória do Flamengo por mais clássico que seja o placar de três a zero, acabou se esvaziando em razão da autoproposta de derrota que o Furacão levou para o Maracanã.

Os gols de Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Andreas Pereira, na etapa inicial, surgiram como consequência lógica de enfrentar um time sem nenhuma ordem técnica, tática e sem sentimento de respeito à sua torcida.

A impressão que ficou foi a de que Paulo Autuori escolheu definitivamente o Brasileirão em que o Athletico tem que jogar. O seu não é contra Flamengo, Palmeiras e Galo, mas contra Bahia, São Paulo, Atlético-Go, Ceará, Sport, Juventude e outros times que estão lutando contra o rebaixamento. Não é coincidência que os próximos jogos serão contra Atletico-GO e Bahia.

Em cada um desses, serão jogados “seis pontos” contra o rebaixamento. E, com Alberto Valentim, cuja chegada já está causando desconforto no Caju, no comando.

Participe da conversa!
0