Os fatos de um jogo de futebol são inflexíveis e constituem uma verdade tão pura, que contra o seu resultado não há argumentos.

Há quatro fatos que explicam bem essa vitória grandiosa do Furacão: aos 20 minutos do primeiro tempo, em uma jogada de intenso brilho técnico e tático, Canobbio finalizou para as redes, mas o gol foi anulado pelo VAR por impedimento de Vitor Roque; aos 5 minutos do segundo tempo, o goleiro Felipe Alves errou no domínio da bola, obrigando-se a cometer pênalti em Vitor Roque.

Avisado por Nikão que Heleno chutava no canto esquerdo, o goleiro defendeu; aos 20 minutos do segundo tempo, Moreira derrubou Canobbio na área e Vitor Bueno bateu para fazer o gol da vitória; e, o quarto, o mais importante, Fernandinho.

+ Confira a tabela do Brasileirão

Nenhum fato anterior ou posterior ao gol da vitória seria possível, se não fosse o jogo de Fernandinho. Ninguém é capaz de saber o limite do craque, aos 37 anos de idade. Mas é indiscutível o efeito que já exerce sobre os jogos do Athletico. É tão grande e tão saudável que afeta a todos em campo e fora dele.

Nessa vitória foi um exemplo: marcou, cobriu, protegeu, criou e lançou. E, fez tudo com perfeição. Quando, da entrada da área cavou a bola sobre a zaga paulista, todos ficaram perplexos, tontos e agoniados: Miranda que defendia e Vitinho que atacava não entenderam. A diferença de categoria de Fernandinho com todos os outros autoriza afirmar: foram jogados dois jogos na Baixada, o de Fernandinho e o de todos os outros, rubro-negros e tricolores.

Mas, o Athletico não foi só Fernandinho. Foi um time. Com ordem, com técnica e com ambição pela vitória, ganhou sem traumas. Se protestar de uma vitória por 1 a 0 contra um clube multi-campeão, como o São Paulo, não fosse excesso, os atleticanos poderiam protestar tamanha foi a superioridade.

Depois de Fernandinho, Erick foi o melhor. Voltou a jogar bem.

Participe da conversa!
0