O jogo da Baixada, em que o Athletico tem a obrigação de vencer o Tocantinópolis e seguir em frente na Copa do Brasil, sem ainda ser jogado, já é histórico. Introduz na história do Furacão um dos mais importantes símbolos do futebol brasileiro: Luiz Felipe Scolari, o Felipão.

Personagem cheio de contrates como técnico, é linear na grandeza como pessoa humana. Sem conhecê-lo pessoalmente, tenho autoridade para afirmar: solidário com as coisas certas e justas, é um homem que exerce o bem independentemente das consequências. 

Não vê custo em assumir posições que entendem estar dentro do ambiente ético e moral. É um homem de fé.

Agosto de 2001. Advogado de Alex em ação contra a Parma Calcio Spa, tive que enfrentar uma declaração pela qual o craque teria quitado o seu crédito. Era esse crédito a causa para ganhar o passe. 

A data do documento coincidia com a presença de Alex, em Montevidéu, com o Brasil, de Felipão. E, a assinatura atribuída a Alex era divergente.

Por telefone, apresentei-me a Luiz Felipe. Depois de narrar a história, solicitei que declarasse que na data do documento produzido pelo Parma, Alex estava com ele em Montevidéu. Sem me conhecer, declarou e fez a CBF declarar a favor do craque.  

O resto da história todos sabem. Alex foi para Istambul e é estatua pelas bandas do canal de Bósforo.

O que eu quero dizer é que o Athletico tem um grande homem no seu comando. Nessa época de crise ética, moral e de intransigência, ter Felipão é um conforto. É um sossego. Felipão é desses que vale a pena rezar para dar certo. Ainda mais, tratando-se do Furacão.

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