O que já existia, mas, estava escondido, agora explodiu: a CBF, segundo o Flamengo, através da arbitragem, estaria sensível aos interesses do São Paulo. A partir dessa posição dos cariocas, é certeza de que, ao primeiro equívoco contra o seu interesse, o São Paulo irá adotar a condição de vítima. E, assim, toda a arbitragem nesse Brasileirão irá ser tratada como uma mecânica para alcançar benefícios para um ou outro.

Essas teorias, que têm aparência de conspiração, estavam amortecidas no futebol brasileiro. A cultura de programar um campeão pela arbitragem, havia se transformado em lenda com a introdução de um elemento externo chamado VAR.

Afinal, há alguma tendência escondida na CBF? A dúvida que provoco tem como razão o fato, de que, à certa altura do campeonato, não ser rebaixado não tem o mesmo significado de ser campeão, mas, tem a mesma importância.

Se há interesse para auxiliar na escolha do campeão, pode ter interesse na escolha dos rebaixados. O Vasco da Gama elegeu o bilionário Jorge Salgado para a presidência, que antes mesmo de assumir, já atraiu investidores de R$ 100 milhões.  Já afirmou que o ponto de partida e definitivo para a salvação do clube é o de não ser rebaixado.

No domingo, o Vasco vem jogar na Baixada, contra o Athletico. Os dois jogam com o mesmo objetivo: o de não ser rebaixado.

Em defesa de Sabino

Se há um jogador que pode ser isolado do baixo nível técnico desse time do Coritiba de Namur é o zagueiro Sabino. Não há lembrança de uma única derrota do Coritiba (e foram muitas) produzida por um erro seu. Ao contrário, na análise individual de qualquer jogo, sempre foi o único a se salvar.

Mas, uma das razões que torna o futebol ingrato, é a da última imagem. A imagem que Sabino terá que carregar, não é a do brilhante zagueiro que foi e que é, mas, a do jogador que foi escolhido para criar o símbolo definitivo da administração irresponsável de Namur.  E, para o seu infortúnio, foi um grande ator.

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