O comando técnico do Athletico (Autuori e António Oliveira) anda tão confuso pela incoerência de critérios para a escalação time, que parece ter perdido a noção de competição prioritária.

Paulo Autuori já é bem resolvido profissionalmente para não se iludir. Então, já ter concluído que, como dono do futebol, tomou o caminho errado. O critério de revezar jogadores que impôs ao treinador António Oliveira, às vezes radical, como o jogo em Cuiabá, sem ter um grupo razoável de jogadores, remeteu o Furacão para uma encruzilhada.

Qual o caminho tomar?

Seria o do Brasileirão, no qual, imediatamente, tem que interromper a temerária rotina de derrotas? Seria o da Copa do Brasil, que atende o interesse central do clube, que é o ganho de dinheiro ao custo do sacrifício do sentimento do torcedor? Ou é a Sul-Americana, que se tornou o caminho possível para a Libertadores?

O Furacão começa a jogar contra o Santos as quartas de final da Copa do Brasil. Caindo no Brasileirão, bem que poderia guardar reservas para o jogo contra o Palmeiras.

No entanto, uma nova derrota, independente do torneio, aumentará o desgaste de Antônio Oliveira. Se Autori pensa que o seu prestigio perante Petraglia é capaz de proteger o seu tutelado, está fazendo uma aposta arriscada.

Bem por isso, o jogo contra o Santos, que seria comum, pode influenciar na mudança de conceitos na Baixada. Ainda mais, sendo contra um time comandado por Fernando Diniz.

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