Uma coisa é jogar a Sul Americana. Nessa época de luxo financeiro do futebol brasileiro na América do Sul, joga-se contra times que empobrecidos, vivem da tradição. Daí, para ir em frente, não precisa ir além de episódios técnicos eventuais.

Para um torneio assim, eventualmente é possível ter um time sofrível, pois as suas deficiências podem ser supridas pela superação e por momentos casuísticos como foi histórico jogo que o Furacão fez na Baixada contra a LDU (4x2).

Outra coisa é jogar o Brasileirão. O sistema de pontos corridos não permite que um time se apegue aos episódios eventuais da Sul Americana. Exigindo continuidade, o Brasileirão não transige com um time que recorre a Zé Ivaldo, Kayzer, Bissoli, Jader, Jáderson e Carlos Eduardo.

Bem por isso, na Baixada, pelo Brasileirão, o Athletico que já havia perdido em sequência para o Galo, São Paulo e Cuiabá, voltou a perder. Agora, para o Corinthians, por 1x0.

E nem se atribua que o resultado foi consequência das virtudes do Timão. Ao contrário, são poucas e quase inexpressíveis, vivendo como um time qualquer, de jogo pegado, marcado e de contra-ataque, como no gol de Roni aos 9 minutos da etapa final. Outra falha de Tiago Heleno e da defesa.

Também nem se atribua que o Furacão perdeu por culpa do treinador António Oliveira. Desta vez, escalou o que se chama no Caju de primeiro time, identidade que provoca mais angústia no torcedor. O time até que foi organizado na etapa final, criando oportunidades para empatar. Mas por falta de qualidade, finalizou em cima de Cássio ou para fora.

E, assim, o primeiro time do Furacão, está em vertigem. Caindo entra em uma zona, na qual tudo pode acontecer. Em regra, quem faz o caminho inverso, de cima para baixo, corre grandes riscos.

Contra o Santos, pela Copa do Brasil, é outra coisa.

Ou a mesma coisa?

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